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A tireoide controla muitas funções do organismo e, por isso, é preciso ficar atento aos sinais de que algo pode estar errado.
 
Para investigar se o organismo possui algum desequilíbrio hormonal, como o relacionado com a tireoide, o médico durante a consulta, solicita um check-up ao paciente, e entre os exames solicitados está o de TSH. Esta é a melhor maneira de saber se a glândula tireoide está funcionando bem. Como os sintomas de hipo ou hipertireoidismo são facilmente confundidos com os sintomas de outras condições, a melhor maneira é dosar o hormônio TSH.

A tireoide é uma glândula em formato de borboleta, que fica localizada na base do pescoço, à frente da traqueia e abaixo da cartilagem conhecida como pomo-de-adão. É responsável por produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina), além de regular a função de importantes órgãos - como o coração, o cérebro, fígado e rins.  A glândula produz hormônios que são importantes para o metabolismo de todas as células do corpo, podendo interferir de maneira positiva ou negativa no funcionamento de todos os órgãos.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso ou em quantidade insuficiente. No hipertireoidismo, que é o excesso da liberação de hormônios, o paciente pode apresentar irritabilidade, emagrecimento, alterações nos olhos, sudorese, taquicardia, arritmias cardíacas, insônia, e outros sintomas. Já quando o paciente é diagnosticado com hipotireoidismo, a falta de hormônios da tireoide, pode causar inchaço, ganho de peso, lentidão do pensamento e do raciocínio, mau funcionamento do ritmo intestinal, alteração nas unhas, cabelos e pele, aumento de colesterol entre outros diversos sintomas. Muitas pessoas diagnosticadas e tratadas com depressão, apresentam hipotireoidismo que pode causar sintomas muito semelhantes da doença.

Problemas relacionados com o funcionamento da tireoide, são mais comuns de ocorrerem depois dos 35 anos, e com maior frequência em mulheres. Para cada paciente homem, por exemplo, existem pelo menos oito mulheres com algum tipo de alteração nessa glândula.

As principais causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo são as doenças autoimunes. No hipotireoidismo, a doença conhecida como tireoidite de hashimoto, provoca a destruição gradual da glândula, pelo próprio sistema imune do organismo. Não se sabe ao certo o que desencadeia esse processo, mas ele é mais comum em mulheres e pode acontecer em pessoas da mesma família. Já no hipertireoidismo os anticorpos, antes de destruírem a glândula, provocam um estímulo excessivo para a produção de hormônios que pode durar muitos anos.
 
Tratamento
 
Em ambos os casos o tratamento deve ser realizado assim que o paciente é diagnosticado. No hipotireoidismo, deve ser feita a reposição do hormônio que a tireoide deixou de fabricar. Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons. No hipertireoidismo, o tratamento pode incluir medicamentos, iodo radioativo e cirurgia e depende das características e causas da doença. Deve começar logo e ser prescrito, principalmente na terceira idade, a fim de evitar a ocorrência de arritmias cardíacas, hipertensão, fibrilação, infarto e osteoporose.
 
Autoexame
 
Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. Porém o reconhecimento deste nódulo, pode salvar a vida da pessoa e o autoexame, é muito importante. O exame deve ser realizado da seguinte maneira:
•    Olhe-se no espelho de frente e localize a região logo abaixo daquela saliência na garganta, popularmente conhecida como “pomo-de-adão”. Sua glândula tireoide está situada aí.
•    Incline a cabeça para trás, de forma a expor essa região do pescoço.
•    Beba um pouco de água.
•    Quando você engolir a água, a tireoide vai subir e descer. Observe esse movimento e tente perceber alguma saliência ou inchaço na glândula.
•    Repita o teste se você tiver alguma dúvida.

Dr. André Vianna - Professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR, Endocrinologista, pesquisador e proprietário do Centro de Diabetes Curitiba, Diretor científico da Sociedade Brasileira de Diabetes (Regional Paraná), Endocrinologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), de Curitiba
 
 
 
 
 

 
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