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Distúrbios da tireoide podem aparecer em todas as idades, inclusive em recém-nascidos.
 
Dentre as alterações mais comuns está o Hipotireoidismo e o Hipertireoidismo .

Estudo realizado nos laboratórios do Grupo Dasa, do qual o Laboratório Atalaia faz parte, mostra que 77% das alterações na tireoide ocorrem em mulheres, enquanto 23% ocorrem nos homens. Apesar da maior incidência ser em adultos acima dos 35 anos, principalmente do sexo feminino as doenças da tireoide podem aparecer em todas as idades, inclusive nos recém-nascidos, crianças e adolescentes.

A tireoide é uma glândula de formato semelhante a uma borboleta que fica localizada na parte anterior do pescoço. Ela tem como função produzir e armazenar hormônios, entre eles a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Para produzir a quantidade suficiente de hormônios ela é estimulada pelo "Hormônio Estimulador da Tireoide", conhecido pela sigla TSH. Em condições normais, os hormônios da tireoide e o TSH se equilibram mutuamente.
Dentre as alterações mais comuns está o Hipotireoidismo - aqui, a produção dos hormônios tireoidianos é diminuída e as funções do organismo tornam-se mais lentas - estando sonolência e desânimo entre os principais sintomas.

Outra disfunção frequente é o Hipertireoidismo, que tem como principais sintomas nervosismo e palpitações. Neste caso, ocorre aumento da produção hormonal e o corpo funciona de forma acelerada.

Além destas, outras alterações que podem ocorrer são: o Bócio, que altera a forma da glândula, podendo ser apresentado de maneira difusa (aumento de toda a glândula) ou nodular (presença de nódulos), e inflamações ou infecções, ambas pouco frequentes.

Recém-nascidos

O Hipotireoidismo congênito ocorre quando a glândula do recém-nascido não é capaz de produzir os hormônios da tireoide, fundamental para o desenvolvimento do bebê. Este problema ocorre em 1 entre 4 mil nascimentos, por isso é essencial realizar o teste de triagem neonatal nos primeiros dias após o nascimento, conhecido popularmente como teste do pezinho. Com o teste é possível diagnosticar o hipotireoidismo congênito e diversas outras doenças. Caso confirmado o diagnóstico inicia-se imediatamente um tratamento com hormônio tireoidiano.

Principais Exames

Para o diagnóstico do hipotireoidismo ou do hipertireoidismo são solicitados os seguintes exames:
• Inicialmente o exame solicitado é o TSH;
• Caso o TSH se encontre alterado, o médico pode solicitar o T4 Livre para confirmar se há hipotireoidismo ou hipertireoidismo;
• Em situações específicas o médico também pode solicitar os exames T4 total, T3 livre e T3 total;
Todos eles são realizados através de uma amostra de sangue. Todos estes exames são solicitados após avaliação do médico.

O Bócio pode ser diagnosticado através do autoexame, que deve ser feito em frente ao espelho. Com a cabeça inclinada para trás a pessoa deve tomar goles de água, e então, abaixo da região referente ao pomo de adão é possível visualizar a tireoide subir ao engolir e descer no relaxamento, com isso, é possível identificar eventuais nódulos.

Para quem já possui algum distúrbio da tireoide a orientação é fazer o acompanhamento com um endocrinologista, que irá indicar o melhor tratamento. A melhor conduta será orientada pelo endocrinologista após avaliação de cada caso.

Fonte

Dra. Rosita Gomes Fontes - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atualmente é médica endocrinologista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE/RJ), professora associada de endocrinologia e metabologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) e gestora médica da Diagnósticos da América Serviços Diagnósticos. É mestre em saúde pública pela Fiocruz e tem MBA em saúde pela Fundação Getúlio Vargas.
 
 
 
 
 

 
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