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Câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens maduros no país
 
O diagnóstico precoce do câncer de próstata ainda é um assunto bastante controverso. O objetivo é descobrir a doença em um estágio em que a cura seja possível. Por outro lado, estudos estimam que, a cada mil homens submetidos à detecção precoce, por meio, da medição do PSA durante 13 anos de acompanhamento, apenas um terá a morte evitada por câncer. Entre os 55 e 69 anos de idade, os homens devem ser aconselhados em relação aos riscos e benefícios de se realizar o exame de PSA. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma). Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos, no mundo, ocorrem a partir dos 65 anos. Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³), que não chega a dar sinais durante a vida e nem ameaçar a saúde do homem. Por isso, no Novembro Azul, a sociedade se mobiliza para conscientizar o público masculino sobre a importância dos cuidados com a saúde. Mas, como destacam o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Urologia, o cuidado deve ser constante e fazer parte da rotina de saúde do homem, o ano todo. A recomendação é realizar o acompanhamento médico anual para esta condição, a partir dos 55 anos. Para aqueles com parentes de primeiro grau (pai ou irmão) que tiveram a doença, o acompanhamento médico deve iniciar aos 45 anos. Para aqueles sem histórico familiar e sem outros fatores de risco, como sobrepeso e pele negra, mas, que apresentam sintomas como dificuldade ou necessidade de urinar muitas vezes, o exame é indicado em qualquer idade. O diagnóstico precoce do câncer de próstata ainda é um assunto bastante controverso. O objetivo é descobrir a doença em um estágio em que a cura seja possível. Por outro lado, estudos estimam que, a cada mil homens submetidos à detecção precoce, por meio, da medição do PSA (Antígeno Prostático Específico), durante 13 anos de acompanhamento, apenas um terá a morte evitada por câncer de próstata. Por conta das complicações relacionadas a biópsias e tratamentos realizados, entre esses mil homens, um será hospitalizado por infecção generalizada, três ficarão incontinentes e 25 apresentarão disfunção erétil. Por isso, entre os 55 e 69 anos de idade, os homens devem ser aconselhados em relação aos riscos e benefícios de se realizar o exame de PSA. A partir dos 70 anos de idade, os riscos superam os benefícios e, portanto, não se deve recomendar o exame a partir dessa idade. Outra contradição ocorre por conta do exame de toque retal, que já não é mais indicado como método de rastreamento do câncer de próstata, uma vez que o diagnóstico não pode ser completamente feito apenas por este exame. Além disso, como afirma o médico, os casos de doença inicial não são palpáveis e os tumores, quando detectados pelo toque retal, já se encontram em estágio avançado. Entretanto, se por algum motivo o exame for realizado e for considerado anormal, o paciente deve ser encaminhado ao urologista para avaliar realização de exames complementares. Uma vez comprovada a existência do tumor prostático, as opções possíveis após o diagnóstico são: vigilância ativa, cirurgia, radioterapia e/ou terapia hormonal. A escolha entre as várias opções deve levar em consideração a preferência do paciente, sua expectativa de vida, a classificação do tipo tumoral e as suas comorbidades. A vigilância ativa significa acompanhar o paciente ao longo da trajetória da doença, por meio de exames, e indicar o tratamento apenas se houver sintomas ou sinais de progressão da doença. Além do acompanhamento clínico, a adoção de um estilo de vida mais saudável, como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas regulares, pode ajudar a reduzir o risco de câncer de próstata. Diante disso, recomenda-se: • Não fumar; • Praticar exercícios físicos regularmente; • Buscar uma alimentação equilibrada; • Realizar consulta anual de rotina e, após os 55 anos, avaliar em conjunto com o médico, os riscos de benefícios de realizar o exame de toque e PSA; • Caso tiver parentes de primeiro grau (pai ou irmão), que tiveram a doença, o acompanhamento médico para rastreio do câncer de próstata deve iniciar aos 45 anos; • Se apresentar sintomas como dificuldade ou necessidade de urinar muitas vezes, realizar consulta médica independentemente da idade. Dr. Gabriel Lufchitz - Especialista em Medicina Paliativa pelo Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Medicina de Família e Comunidade pela Universidade Federal de Santa Catarina médico da família e comunidade da Qualirede
 
 
 
 
 

 
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