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Mês do celíaco: especialistas explicam o que é a doença e quais os cuidados fundamentais

Saiba ainda o que fazer para tratar do problema com dicas práticas e fáceis no dia a dia.

Você sabia que maio é o mês do celíaco? Você sabe o que é isso?

É uma condição autoimune caracterizada pela produção de autoanticorpos direcionados contra as células intestinais com função absortiva, existentes no intestino delgado. Essa situação pode ocorrer pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Acomete aproximadamente de 0,5 a 1% da população de uma forma geral, com predomínio entre as mulheres, podendo ocorrer em qualquer idade. O glúten é o termo geral usado para as proteínas existentes em vários cereais, incluindo o trigo, centeio e cevada. Ele é uma das poucas proteínas resistentes à digestão consumidas cronicamente em quantidades significativas, e é constituído por vários peptídeos imunogênicos.

Essas duas características podem ajudar na quebra de tolerância a essas proteínas, quando o sistema imune é ativado e passa a contribuir com um processo inflamatório crônico, enquanto perdurar a ingestão do glúten, o qual ocasionará a lesão das células e tecidos intestinais responsáveis pelo processo de digestão e absorção dos nutrientes da dieta.

A doença celíaca acontece em qualquer idade, desde a infância até a velhice, com dois picos de ocorrência: um após desmame nos dois primeiros anos de vida e o outro, na segunda ou terceira décadas de vida.

O diagnóstico pode ser um grande desafio já que os sintomas podem variar significativamente de paciente para paciente. A forma intestinal caracterizada por diarreia, perda de apetite, distensão abdominal e retardo de crescimento e desenvolvimento, é mais comumente detectada em crianças. As crianças mais velhas e os adultos podem se queixar de diarreia, gases, constipação, dor abdominal e perda de peso. Esse último fator é raro em adultos, sendo mais comum o encontro de constipação, alternância de constipação com diarreia e a presença de náuseas e vômitos.

Existem sintomas extra intestinais, comuns tanto em crianças quanto adultos. Podem incluir anemia por deficiência de ferro ou vitamina B12, osteoporose, aftas orais, esterilidade, abortos espontâneos, partos prematuros, dores de cabeça, ansiedade e depressão. Outras doenças autoimunes que podem estar presentes, tais como: dermatite herpetiforme, diabetes mellitus tipo 1, tireoidite de Hashimoto entre outras.

O diagnóstico é baseado na presença de sintomas clínicos sugestivos, presença de autoanticorpos circulantes, e no encontro de atrofia vilositária nas biópsias de intestino delgado realizadas durante exame de videoendoscopia digestiva alta.
Quanto ao tratamento que o único existente atualmente é a dieta isenta de glúten por tempo indeterminado. O não cumprimento dessa dieta restritiva, além de manter os sintomas, pode induzir o surgimento de complicações, tais como a jejunoileíte ulcerativa e o linfoma intestinal.

Existem diversas estratégias para tirar o glúten da alimentação. No mercado, existem mixes de farinhas que não levam glúten, substituindo por outras opções, que se assemelham a função a do glúten, o psyllium, por exemplo.  

O ideal é que o celíaco coma alimentos que não tenham glúten, evitando tudo que tem trigo, aveia, centeio e cevada. Hoje há uma gama muito grande de produtos já prontos, como pizzas sem glúten, pães sem glúten, bolo sem glúten e entre outras opções.

O importante é se adaptar e se preparar para o dia a dia. Se a pessoa for a algum evento também deve estar preparada e comer algo sem glúten antes ou levar seu próprio alimento. Além disso, o acompanhamento com um nutricionista é muito importante para direcionar preparações de alimentos sem glúten.

Fonte
Dr. Julio Veloso – Gastroenterologista. Endoscopista do Hospital Anchieta de Brasília
Dra. Karina Aragão - Nutricionista. Docente do CEUB

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