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Xilitol: novo estudo associa a substância a riscos cardíacos e cerebrais

Pessoas com níveis mais altos de xilitol tinham quase o dobro do risco de ataque cardíaco, derrame e morte, em comparação com pessoas com níveis mais baixos. Este é um resumo do novo estudo do Centro de Diagnóstico e Prevenção Cardiovascular, do Cleveland Clinic Lerner Research Institute, divulgado em junho de 2024.

Os testes dirigidos pelo Dr. Stanley Hazen, diretor do Instituto, sugerem que o adoçante até então avaliado como seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode acabar sendo pior para a saúde. Há um receptor em nossas plaquetas, que ainda não entendemos, que está reconhecendo essa molécula e sinalizando para a plaqueta para ser mais propensa ao coágulo.

O consumo em excesso do xilitol pode fazer com que as plaquetas sanguíneas coagulem mais rápido. Após coagularem, esses acumulados podem se quebrar e viajar para o coração, provocando um ataque cardíaco, ou para o cérebro, gerando um derrame.

Apesar das descobertas importantes, ainda não se podem comprovar que o uso do adoçante é totalmente indevido. Outras escolas científicas, como a Escola de Medicina Icahn, no Monte Sinai, explicam que o levantamento apesar de interessante, não prova por si que as anormalidades plaquetárias explicam uma ligação entre o xilitol e essas consequências.

Por ora, sua recomendação é que os usuários do Xilitol conversem com seus médicos. Saber se é cabível uma substituição é algo que deve ser decidido conjuntamente com quem acompanha sua saúde e seja especialista no assunto. Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente esses riscos, é importante que todos estejamos cientes dos potenciais efeitos adversos dos adoçantes de baixa caloria. Isso significa considerar cuidadosamente os prós e os contras de cada opção.

É importante lembrar que a metodologia do estudo apresenta algumas limitações, como a população estudada ser de alto risco cardiovascular (70% coronariopatas e 22% portadores de diabetes), o que pode influenciar os resultados.

O Xilitol é um carboidrato encontrado em quantidades mínimas naturalmente em alimentos como couve-flor, berinjela, alface, cogumelos, espinafre, ameixas, framboesas e morangos. Na indústria, ele pode estar presente em gomas de mascar sem açúcar, balas de menta, pasta de dente, enxaguante bucal, xarope para tosse, vitaminas mastigáveis, misturas de bolo, molhos de churrasco, ketchup, manteiga de amendoim, pudins, xarope de panqueca e muitos outros produtos.

Até o momento, o xilitol, em quantidades adequadas, parecia ser uma opção segura, principalmente para pacientes diabéticos e pacientes com obesidade, que precisam fazer um balanço energético negativo.

Todo o excesso faz mal, tanto de açúcar quanto de adoçante. Enquanto aguardamos mais estudos sobre o assunto, é importante discutir o uso de xilitol com seu médico.

Fonte

Dra. Tassiane Alvarenga – Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP). Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM. Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO.

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